Monte Verde fica no sul de Minas Gerais. É uma região aprazível, incrustada nas montanhas, a cerca de uma hora e meia de São Paulo. É distrito de Camanducaia, por onde se toma o acesso, saindo da Rodovia Fernão Dias (BR 381). Veja no mapa.
A estrada que liga o distrito à sua sede é de asfalto novo e bem cuidado, o que é essencial, pois é uma serra íngreme e com poucos pontos de ultrapassagem. Em Monte Verde o calçamento está iniciando: poucos bairros com pedras na rua, e um centrinho turístico de uma rua só, que estava recebendo calçamento novo com verba do Ministério do Turismo.
Agência bancária só a do Bradesco, se for cliente de outro banco é melhor levar dinheiro em espécie. Muitos estabelecimentos não recebem pagamento com cartão. Havia também um caixa automático do Banco do Brasil, mas por estes dias estava explodido e imprestável.
Ao contrário do outro destino de inverno próximo a São Paulo – Campos do Jordão, Monte Verde não é um lugar de lojas chiques e hotéis e restaurantes caros. Quer dizer – coisa cara tem em todo lugar, mas em Monte Verde é possível passear de forma econômica. Como todos sabem, esta é uma exigência básica do Viaje você mesmo. É um lugar de muita natureza, muita estrada de chão. As pousadas tem como atrativos as lareiras no quarto, que podem ser usadas com prazer mesmo em dezembro. Mesmo no verão, praticamente só as piscinas fechadas e aquecidas são usáveis.
Deve ser bom comer por lá os fondues no inverno, mas como este blog foi no verão, a recomendação é o chope artesanal do Fritz, muito bom – com ótimo serviço, boa comida e um vitrô que permite ver a fábrica funcionando durante o dia.
Dentre as várias pousadas disponíveis, o blog encontrou a melhor relação custo-benefício para casal com dois filhos na Serras de Monte Verde. Lugar de boas acomodações e atendimento, com preço acessível.
Para o almoço, a comida mais representativa da região está no Paulo das Trutas. Este blog acha que é capaz de voltar a Monte Verde só para saborear esta iguaria. Além de tudo, um lugar muito aprazível: tem o restaurante no centro, mas a melhor pedida é o que fica na chácara onde também se criam as trutas.
O blog não aproveitou desta vez, mas a cidade oferece passeios de cavalo, arvorismo e, sobretudo, caminhadas pelas montanhas, que não são praticadas com o melhor resultado no verão chuvoso, quando as pedras se tornam muito escorregadias.
É possível, ainda, ver esquilos pelos bosques, que vem atrás da comida deixada pelos funcionários, chegando pertinho da gente.
Monte Verde é mesmo um ótimo destino de inverno, ainda que seja para se visitar no verão, como fez este blog. Fica numa região de ótima localização, perto de uma grande rodovia, e a pouco mais de uma hora de carro de São Paulo. Os maiores pontos fortes são a boa infra-estrutura de hotéis e restaurantes, e os passeios na natureza.
Artesanato
O artesanato local é bem difundido entre os moradores desde géleias, chocolates caseiros e outras gostosuras. Encontramos também o artesanato utilizando madeira que relembra antigas técnicas. Os quais você pode conferir na Oficina Arte da Serra.
Eco-turismo e aventura
Além de ser um lugar gostoso para relaxar, há também opções para quem gosta de esportes radicais e aventuras em contato com a natureza. Cercada pelas montanhas da Serra da Mantiqueira, Monte Verde fica a mais de 1.600 metros de altitude e sua geografia nos presenteia com todos requisitos para a prática de atividades radicais. Basta então disposição, pois a cidade oferece: de simples cavalgadas a caminhadas monitoradas, trilhas de quadriciclo, jipe, ou motocross. Há opções para adeptos do montanhismo, arvorismo, rappel, treckking, bóia-cross,vôo panorâmico e mountain bike.
O preço é muito bom comparado com outros locais próximos. Um lugar para ficar algo como 3 dias – mas voltar muitas vezes na vida.
Dicas para turista de primeira viagem:
AHPMV- Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde
Nossa estadia foi curta, como vêem, é preciso outras idas para se aproveitar o que Monte Verde oferece. Outros encontros haverão de vir…
E neste aspecto, Monte Verde não se desprende do mais autêntico da tradição mineira: ausência de pressa e gosto pela convivência. (Tom Pires)
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